O placar do 1º turno, o que dizem as pesquisas, para onde vão os eliminados e, tema por tema, o que cada candidato defende para imposto, salário, dívidas, bets e emprego. Tudo com fonte, nada de torcida.


Mesma ficha para os dois, com o que cada um já fez quando o assunto é dinheiro.
| Flávio Bolsonaro | Lula | |
|---|---|---|
| Idade | 45 anos (nasceu em 30/04/1981) | 80 anos (nasceu em 27/10/1945) |
| Partido e número | PL · 22 | PT · 13 |
| Cargo hoje | senador pelo RJ (2019–2027) (Senado: perfil do senador) | presidente da República (desde 2023) |
| Trajetória | deputado estadual no RJ (2003–2019) e senador | deputado federal (1987–1991), presidente (2003–2010 e desde 2023) |
| Vice | Alfredo Gaspar (PL-AL), chapa sem coligação (Gazeta do Povo, 13/08/2026) | Geraldo Alckmin (PSB), coligação de 7 partidos: PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede (TV Sim, 08/2026) |
| Patrimônio declarado ao TSE | R$ 8,19 milhões em 2026, ante R$ 1,74 milhão em 2018 (Poder360, 13/08/2026) | R$ 4,78 milhões em 2026, ante R$ 7,42 milhões em 2022 (Poder360, 08/2026; Jornal do Comércio, 08/2026) |
| Já fez no tema dinheiro | No Senado, votou contra o arcabouço fiscal (2023) (Senado: PLP 93/2023 (votação nominal)) e contra a reforma tributária (2023) (Senado: PEC 45/2019 (votação nominal)). Na isenção do IR até R$ 5 mil, aprovada por unanimidade em 2025, apresentou emenda para isentar dividendos de sociedades de profissionais liberais, rejeitada (Agência Senado, 05/11/2025; SBT News, 25/09/2026). Na lei das bets (2023), apoiou as emendas que tiraram cassino on-line do texto (Agência Senado, 12/12/2023). | Como presidente, sancionou o arcabouço fiscal (LC 200/2023), a regra de valorização do salário mínimo (Lei 14.663/2023, com ganho real limitado a 2,5% ao ano pela Lei 15.077/2024), o Desenrola (Lei 14.690/2023), a reforma tributária (EC 132/2023), a lei das bets (14.790/2023) e a isenção do IR até R$ 5 mil (Lei 15.270/2025); em 2026, editou as MPs do Desenrola 3.0 e da proibição das bets (Agência Senado, 05/11/2025; Agência Senado, 25/09/2026). |
09 a 23/10: horário eleitoral gratuito do 2º turno, com tempo igual para os dois (TSE: horário eleitoral do 2º turno).
Debates: Band e Record marcaram debates para 11/10; as datas podem mudar e os candidatos ainda não confirmaram presença (Terra: debates do 2º turno).
25/10: votação do 2º turno.
Votos válidos, com 99,95% das seções apuradas (dados do TSE).
Fontes: Bloomberg Línea, 05/10/2026 (dados do TSE, 99,95% das seções); g1, 04/10/2026.
Todas registradas no TSE e feitas antes do 1º turno, ainda não há pesquisa depois da votação. Use como retrato, não como previsão: no domingo, o resultado ficou diferente da maioria delas.
| Instituto | Campo | Entrevistas | Margem | Registro | Flávio | Lula |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Datafolha ↗ | 2–3/10 | 4.006 | ±2 p.p. | BR-01708/2026 | 46% | 47% |
| Quaest ↗ | 2–3/10 | 3.702 | ±2 p.p. | BR-02197/2026 | 44% | 42% |
| AtlasIntel ↗ | 27/09–2/10 | 4.945 | ±1 p.p. | BR-00999/2026 | 47,4% | 47,6% |
| CNT/MDA ↗ | 30/09–2/10 | 2.007 | ±2,2 p.p. | BR-04756/2026 | 43,1% | 47,3% |
PSD (Caiado): declarou neutralidade nacional e liberou os estados (O Globo, 04/10/2026). Caiado ainda não se posicionou.
Augusto Cury: não apoia nenhum dos dois e vetou o uso do nome dele.
Renan Santos: não apoia nenhum dos dois e liberou os eleitores.
Romeu Zema (Novo): sinalizou apoio a Flávio.
Para onde iam os eleitores deles numa disputa Flávio × Lula, segundo a Quaest (2–3/10, antes do 1º turno):
| Eleitores de | Flávio | Lula | Branco/nulo/não vota |
|---|---|---|---|
| Caiado | 43% | 19% | 36% |
| Renan Santos | 60% | 11% | 27% |
| Augusto Cury | 34% | 23% | 41% |
Fonte: Quaest via g1, 03/10/2026. Na Quaest de setembro, economia apareceu como principal problema do país para 19% (atrás de violência, 29%, e corrupção, 21%), e 66% disseram que os preços subiram no último mês (Quaest via g1, 21/09/2026).
Com base nos planos de governo registrados no TSE (Plano de governo de Flávio Bolsonaro (TSE); Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360)) e em declarações públicas com data. Lula também é presidente: quando a medida já é ato de governo, isso está indicado.
O plano registrado não trata de IR de pessoa física. Em junho, disse apoiar a isenção até R$ 5 mil (UOL, 19/06/2026). Como senador, propôs tirar da nova tributação de altas rendas os lucros de sociedades de profissionais liberais (SBT News, 25/09/2026).
Apresenta como feitos do governo a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e a cobrança maior do topo da pirâmide, chamando isso de "início do processo de redução da regressividade"; não traz nova faixa (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360); UOL, 27/09/2026).
Sem regra de reajuste no plano. Disse que não desvincula o mínimo da inflação, e a campanha afirma que mantém a ligação com a Previdência; não há promessa de ganho real (Reuters/UOL, 25/09/2026; g1, 19/09/2026).
Promete "continuidade à política de valorização do salário mínimo" (a regra atual dá reajuste acima da inflação), sem novo valor no programa (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360); g1, 19/09/2026).
Manter os programas atuais, combater fraudes e priorizar beneficiários em vagas de emprego. Disse que mantém o reajuste de 15% do Bolsa Família (Plano de governo de Flávio Bolsonaro (TSE); UOL, 18/09/2026).
Manter Bolsa Família e Pé-de-Meia. Em setembro, como governo, reajustou o Bolsa Família em 15% (piso de R$ 600 para R$ 691) (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360); UOL, 27/09/2026).
Sem proposta para o Banco Central. A tese do plano: reduzir a dívida pública em relação ao PIB derruba os juros e leva a inflação à meta (Plano de governo de Flávio Bolsonaro (TSE)).
O programa fala em "queda dos juros" e inflação controlada. Em outubro, chamou os juros do cartão de "indecentes" e propôs vetar cartão enviado sem pedido (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360); Congresso em Foco, 02/10/2026).
"SOS Brasil": fundo com royalties e imóveis da União para o governo comprar dívidas das pessoas e refinanciar pela Caixa, que viraria "Banco da Prosperidade"; e o "Ganha-Ganha", com juro menor e cashback para quem tem bom histórico (Valor, 23/09/2026).
Desenrola 3.0 (MP 1.393, de 25/09, já em vigor): a União compra dívidas de cartão e crédito pessoal com 2 a 4,5 anos de atraso, com até 90% de desconto (InfoMoney, 25/09/2026; Agência Senado, 25/09/2026).
Nova regra fiscal presa à dívida, corte de ao menos 10 ministérios, retomada de privatizações e PEC fiscal na transição (JOTA, 25/08/2026).
Mantém o arcabouço fiscal atual, sem corte explícito de gastos; tarifa zero e reestatização ficaram fora do programa (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360); Folha, 08/2026).
Chamou a MP das bets de "hipócrita, eleitoreira e populista". Promete proibir cassino on-line e o "Tigrinho", mas manter as apostas esportivas, e vetar uso de dinheiro de programas sociais em aposta (InfoMoney, 25/09/2026; g1, 26/09/2026).
O programa de agosto falava em manter "mecanismos de controle de gastos excessivos em apostas on-line". Em setembro, como governo, editou a MP 1.394, que proíbe as bets; o Congresso tem até 120 dias para aprovar (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360); MP 1.394/2026 (Planalto)).
Sem mudança de regras no plano: pacote antifraude, mudança no controle do consignado do INSS e fila digital (Plano de governo de Flávio Bolsonaro (TSE)).
Diversificar as fontes de custeio e dar cobertura a quem trabalha por aplicativo; nada sobre idade ou valor (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360)).
Não propõe o fim da 6x1. Defende acordo entre patrão e empregado acima da lei, jornada flexível e contratos para jovens e maiores de 50; não disse como votaria a PEC (Plano de governo de Flávio Bolsonaro (TSE); Folha, 30/08/2026).
Fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem corte de salário. A PEC passou na Câmara e tem votação marcada no Senado para 06/10 (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360); Agência Brasil, 10/2026).
Volta do Casa Verde e Amarela, com meta de 2,5 milhões de moradias (Plano de governo de Flávio Bolsonaro (TSE)).
Ampliar o Minha Casa, Minha Vida e usar terrenos da União (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360)).
Menos imposto sobre energia e combustível, redução da CDE (encargo na conta de luz) mantendo a tarifa social, e troca do regime de partilha do petróleo pelo de concessão (Plano de governo de Flávio Bolsonaro (TSE); Valor, 23/09/2026).
Destaca os investimentos da Petrobras em refino, gás e fertilizantes e a ampliação da tarifa social (Luz do Povo: conta de luz gratuita para famílias do CadÚnico que consomem até 80 kWh/mês) (Programa de governo de Lula (TSE, via Poder360)).
Isto não é previsão de quem sai ganhando: é quem sente primeiro cada assunto no bolso, para você saber onde olhar.
FGC: garante até R$ 250 mil por CPF por instituição (poupança, CDB, LCI, LCA), com teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos (FGC).
Banco Central: presidente com mandato fixo de 4 anos, que não coincide com o do presidente da República (Lei Complementar 179/2021 (Planalto)).
O que já é lei só muda com nova lei aprovada no Congresso, como a isenção do IR até R$ 5 mil.
Golpe em época de eleição: ninguém precisa da sua senha ou de um Pix para "liberar" benefício, devolução ou renegociação.
Seja quem ganhar, quem sabe para onde vai o próprio dinheiro sente menos o tranco. Manda "45 mercado" para o Num no WhatsApp e ele anota; no fim do mês, você vê o que dá para ajustar.
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